sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Meu Cristal de Luz


Aguardo-te no nosso refúgio, meu cristal de luz!
Espero-te e procuro desvendar portas entreabertas
Onde pernoite junto do teu corpo
Feito planície do meu prazer
As estrelas recortam-se intensas no firmamento
Onde tu és uma delas,
A mais brilhante.


Os dedos percorrem ansiosos os contornos
do corpo que amo e em vão procuro
Quero-te no silêncio da noite
Rasgo a alma , abro o peito e suplico
Vem, vem ao meu encontro


Fico desolada na noite tristonha
Que se avizinha
Não há horas mágicas
Nem noites, nem manhãs
No espelho procuro o reflexo do teu rosto
Mas não encontro
Sabes que te amo
Sinto-me só
Mas aguardarei a hora do reencontro
Mergulho a cabeça no leito, tacteio a almofada
E invento-te no silêncio de um sonho

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quando a tarde se esvai

da net

Quando a tarde se esvai
e a noite se inclina sobre o meu leito
surges tu. Sempre tu! Só tu!
O inquilino do meu coração
que olho com enlevo
sem que alguma ferida
me rasgue o peito, me rompa a alma.


Dizes-me ao ouvido as mais bonitas palavras de amor
Que me enlouquecem, inebriam e exaltam os sentidos.
Uma música suave faz estremecer o meu corpo
que, ávido, procura o teu. Uma vertigem fulmina-me!
Amei-te! Amo-te! Amar-te-ei!
Foste , és, serás obsessão, amante, canto doce, guarida.
Agora continuas a ser o meu sol, o meu astro-rei.
E eu visto-me de lua para te receber


O silêncio caiu entre nós
mas não nos afastará
Afastar-nos-á a vida?
Nunca! Arranjaremos novas formas de amar.
Fecho os olhos, ouço cânticos, tu estás a regressar.
Não, não me deixarei naufragar!
Ficamos aqui, meu amor.
Meu sonho minha vida.
Não consigo viver sem ti!